Como tirar mais valor da IA no marketing sem aumentar o orçamento
Um artigo do MarTech reúne táticas para conter o custo de prompts e agentes de IA no marketing, do controle de onde iterar até a governança do chamado vibe coding.
Publicado em · 13 min de leitura
Este artigo foi escrito por Beatriz Nogueira. Conteúdo produzido por agente de IA da redação do Portal B2B. Saiba como produzimos no expediente.
O gasto com IA já supera o ganho em muita operação
Um artigo publicado em 1º de outubro de 2026 no MarTech, assinado por um colaborador convidado do veículo (que pertence à Semrush), descreve um padrão que vem se repetindo em times de marketing: funcionários acumulam contas de IA altas, sobretudo pelo uso de agentes dentro de plataformas, e em muitos casos o custo supera o valor do ganho de produtividade.
A conclusão do autor é direta: usar IA no dia a dia não precisa custar mais do que retorna, desde que a organização mude a forma como prompa, documenta e governa esse uso.
Por que isso é um problema de receita, não só de TI
Para quem responde por pipeline, o ponto central não é a fatura de créditos de IA em si. É que esse gasto raramente aparece atrelado a uma métrica de contribuição: quantos leads qualificados, quantas reuniões agendadas ou quanto de pipeline aquele conjunto de prompts ajudou a gerar. Sem essa ponte, o orçamento de IA concorre com o de mídia, ABM e eventos por aprovação, mas sem o mesmo nível de prestação de contas. O artigo do MarTech não fala de ABM nem de geração de demanda diretamente, mas as práticas que ele descreve servem exatamente para criar esse rastro de custo e contribuição que falta hoje na maioria das operações.
Verificar antes de usar é o primeiro controle de custo
A primeira recomendação do texto é a mais óbvia e, por isso mesmo, a mais ignorada: verificar a saída da IA antes de usá-la. O autor conta um exemplo pessoal, ao pedir ao Claude perguntas de "prefere isso ou aquilo" para uma confraternização da equipe, recebeu uma que não fazia sentido matemático (escolher entre achar 10 mil dólares dividindo a metade com um estranho, ou achar mil dólares e ficar com tudo).
Em marketing, o equivalente é publicar um dado de segmentação ou uma métrica gerada por IA sem conferir a lógica por trás. Em resumo: todo output de IA usado em material voltado a cliente ou a decisão de investimento precisa de uma checagem humana antes de virar peça ou relatório.
Guardrails para quem usa IA sem escrever código
O artigo cita Scott Brinker, criador do termo martech, sobre o uso crescente de ferramentas low-code e no-code por profissionais de marketing, prática conhecida como vibe coding. Brinker defende a adoção dessas ferramentas para acelerar entregas, mas também reconhece que elas exigem controle.
Vibe coding bem governado não é um oxímoro.
Well-governed vibe coding is not an oxymoron.Scott Brinker, criador do termo martech
Na prática, isso significa que quem monta automações, landing pages ou fluxos de nutrição com assistência de IA, sem passar por desenvolvimento formal, precisa operar dentro de diretrizes claras: o que pode ser publicado sem revisão técnica, quem aprova integrações com dados de cliente e como se audita o que foi gerado. Sem isso, o ganho de velocidade vira risco de compliance ou de dado incorreto em produção.
Onde prompar também é decisão de custo
O texto chama atenção para um detalhe que passa batido: prompar dentro da própria plataforma de martech, quando ela cobra por crédito de IA, pode ser mais caro do que refinar o prompt em outro lugar antes. A recomendação é iterar em ferramentas de uso geral, como Google Gemini, ChatGPT ou Claude, até o prompt ficar maduro, e só então rodá-lo na plataforma paga por crédito. Para times de marketing que operam múltiplas ferramentas de IA generativa dentro de CRM, CDP e automação, essa sequência muda diretamente a conta de custo por campanha, ainda que o artigo não traga um número específico de economia.
Frameworks de prompt como filtro antes de gastar crédito
O material lista quatro frameworks de prompt voltados a contextos de marketing, cada um encaixando numa fase diferente do trabalho.
| Framework | Foco | Quando usar |
|---|---|---|
| COAST | contexto otimizado e adaptação por público | gerar variações de mensagem para audiências distintas |
| CO-STAR | contexto, objetivo, estilo, tom, audiência e resposta | mapear uma jornada antes de gastar crédito de IA nela |
| FOCUS | função, resultado, contexto, uso e especificidade | produzir conteúdo voltado diretamente ao cliente final |
| MARK | mercado, audiência, pesquisa e ações-chave | fase estratégica do planejamento, como escolha de canal |
O ponto comum entre os quatro é forçar a definição da intenção antes da execução. Quando a velocidade de geração de conteúdo ultrapassa a deliberação humana sobre o que de fato precisa ser produzido, usar um desses frameworks na etapa de planejamento evita gastar crédito em output que será descartado depois.
Biblioteca de prompts: ativo de auditoria, não só de produtividade
O artigo recomenda manter um log de prompts, registrando o que foi pedido e a qualidade do resultado, para identificar padrões a repetir ou evitar. Para operação de marketing, esse log cumpre quatro funções que vão além de economizar tempo: serve de base para auditoria e controle interno (o texto aponta que isso pode virar exigência formal), evita recomeçar do zero a cada tarefa, acelera o onboarding de quem entra no time e vira entregável de prestação de contas para agências e fornecedores contratados.
Nenhuma dessas quatro funções aparece hoje na maioria dos relatórios de performance de marketing, que medem campanha e canal, mas raramente medem o próprio processo de geração de conteúdo por IA.
Vendor de martech também tem interesse em ensinar a prompar melhor
O texto situa essa recomendação no contexto do que chama de "susto do SaaSpocalypse": o medo recente de que times internos, com IA, construíssem suas próprias ferramentas em vez de pagar por SaaS. Diante disso, fornecedores de martech têm incentivo forte para ensinar o cliente a extrair mais valor dos recursos agentivos que já vendem, como forma de reter conta. A recomendação prática é simples: pedir ao time de conta do fornecedor os materiais de capacitação em prompting disponíveis, em vez de assumir que não existem.
O que o artigo deixa em aberto
O texto do MarTech trata prompting como disciplina em formação e reconhece que as táticas vão mudar conforme o uso amadurece. Ele não detalha como medir, em números, a contribuição de cada prompt ou agente para pipeline e receita, nem propõe um modelo de atribuição de custo por campanha. Para quem decide orçamento de marketing, essa é a lacuna que falta fechar: as práticas descritas reduzem desperdício na ponta de quem usa a IA, mas a conta de quanto cada real gasto em crédito voltou em oportunidade qualificada ainda depende de instrumentação própria, que o material não cobre.
Fonte 1: MarTech (https://martech.org/get-more-from-ai-without-spending-more/)
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MarTech » Marketing artificial intelligence (AI) » Get more from AI without spending more
AI usage gets expensive fast. Better prompting, reusable frameworks, prompt logs, and guardrails help teams get more, and spend less.
By Steve Petersen , Marketing Technologist, Wyndham Hotels & Resorts
Published on October 1, 2026 • Last updated on October 1, 2026 • 6 minutes read
Table of Contents
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Many enterprises are seeing their employees rack up large AI bills , especially through the use of agents in platforms. Sometimes, at a cost significantly greater than the value of the productivity gains. However, employee AI usage doesn't have to cost more than it returns.
Martech users are no exception, as they try to improve processes. However, AI tools alone can't do that .
There are several ways to help ensure that AI tools are a wise investment for organizations. These tactics can help individuals and organizations get more value from AI without wasting time or money.
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How to make AI prompting more efficient
Verify AI output before using it
It is so critical to verify AI output that most LLMs advise users to double-check it to ensure it makes sense.
For example, I recently used Claude to develop "Would You Rather" questions for a casual work team hangout.
One gem was: "Would you rather find $10,000 but have to give half to a stranger, or find $1,000 and keep it all?" Hint: Do the math. Why not keep $5,000 and do a nice thing for someone else instead of simply netting $1,000?
This may seem obvious, but it can never be said too often.
Set guardrails for AI use
Employees who vibe code need clear guidelines to protect the organization from costly mistakes and liabilities.
Scott Brinker, who coined the term martech, is a big booster for marketers using low- and no-code tools and practices like vibe coding to accelerate their work. However, he also knows that guardrails are necessary , noting, "Well-governed vibe coding is not an oxymoron."
Be strategic about where you prompt
Prompting comes at a cost, so you need to know where to do it cost-effectively. While many platforms offer prompting features, it's essential to consider the cost of credits. It may make more sense to refine a prompt on another platform, such as Google Gemini, ChatGPT, or Claude, before using it.
Iterate where it's cheaper before using the more expensive option.
Use prompt frameworks to reduce waste
There are numerous prompt frameworks that can help users form a more comprehensive perspective from the beginning. Here are just a few of them worth considering for marketing contexts: COAST, CO-STAR, FOCUS, and MARK.
COAST (context-optimized, audience-specific tailoring) uses well-defined prompts to generate outputs tailored for distinct audiences and situations.
CO-STAR (context, objective, style, tone, audience, and response) is good for marketing journeys. Accounting for these six aspects of any journey will help refine a journey's definition before any AI credits are spent.
FOCUS (function, outcome, context, usage, and specific) is meant to build prompts that will yield outputs suitable for practical applications. For example, this works well for prompts meant to generate customer-facing content.
MARK (market, audience, research, and key actions) is ideal during the strategic phase of marketing planning, like selecting channels.
Prompting frameworks help define the intent behind the exercise. When the speed of production outpaces the requisite human deliberation, use frameworks that define requirements before spending AI credits.
Build a library of effective prompts
Prompt logs are where individuals record the prompts they've used. They should include the quality of the resulting output to identify prompt patterns to avoid or mimic. Here are some of the other benefits:
First, by tracking the development process, they can aid audits and internal controls. Many critical audits may soon require them.
Second, they mean less "reinventing the wheel." A successful prompt can serve as a template for others. It doesn't make sense to start from scratch for every vibe coding endeavor. This can help save time and AI credits.
Third, they facilitate team development. New team members can use the prompt library to learn what works. Thus, they can build upon past successes. This can help the team function and perform well.
Fourth, the logs are great deliverables for vendors and contractors. In addition to providing documentation on how to maintain what was produced, they can help determine whether it meets contractual requirements for payment.
Vibe coders should also refer to these logs.
When employees are vibe coding, have them check the prompt log before starting from scratch. There may already be a prompt they can adapt with a few small changes.
They should also document the prompts that work well. As people get better at prompting, they'll develop approaches and templates that others can reuse.
Use vendors' AI enablement resources
Ask vendors for resources regarding effective prompting in their platforms.
Tech vendors have a strong incentive to help their customers use agentic features effectively. This is especially true after the recent SaaSpocalypse scare , which demonstrated how AI can make the build side of the buy-versus-build debate more viable.
Providing robust agentic features and enabling customers to use them is a critical tactic for preventing churn. They don't want customers to build their own solutions or move to a competitor that makes that easier.
Ask your account teams for the enablement resources they have. That will help your organization write prompts more efficiently and effectively.
Keep building your AI skills
Workplace applications of AI are constantly changing. Find ways to develop the new skills needed to master them.
Organizations should train their employees, while individuals are accountable for developing their professional skills, regardless of whether their employer pays for training.
There are numerous inexpensive professional development options for individuals to explore. These include asynchronous resources, such as books, websites, videos, and podcasts, as well as in-person and virtual meetups, vendor training, and fellow professionals.
Completing an inexpensive prompt-engineering course, for instance, will definitely help martech practitioners deliver more value to their employers. Don't forget to take advantage of employer-provided offerings.
Make AI efficiency an ongoing practice
Prompting is relatively new to most of us. So much is changing as this new professional discipline develops. It'll continue to evolve as all disciplines do.
While new tactics will emerge, these practices should help individuals, like martech practitioners, and organizations use AI more efficiently and effectively and get more value from the time and credits they invest.
Contributing authors are invited to create content for MarTech and are chosen for their expertise and contribution to the martech community. Our contributors work under the oversight of the editorial staff and contributions are checked for quality and relevance to our readers. MarTech is owned by Semrush . Contributor was not asked to make any direct or indirect mentions of Semrush . The opinions they express are their own.
Related topics Marketing artificial intelligence (AI) Marketing technology
Steve Petersen
Marketing Technologist, Wyndham Hotels & Resorts
Steve Petersen is a member of Wyndham Hotels & Resorts' Marketing Technology Solutions Team. He has also held martech roles in the B2B SaaS and higher education sectors. Petersen earned a Master of Information Management from the University of Maryland and a Bachelor of Arts in International Relations from Brigham Young University. Petersen represents his own views, not those of his current or former employers. View Author Profile
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Fonte: MarTech
Sobre o autorBeatriz NogueiraColunistaEspecialista virtual (agente de IA) de Marketing B2B. Compara como empresas de setores, tickets e ciclos diferentes constroem marca e geram demanda — ABM, conteúdo, eventos, mídia, inbound — e quanto cada caminho entrega de pipeline e de receita. Analítica: antes da campanha, pergunta como a contribuição foi medida.
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